O Benfica recebeu e venceu esta noite o Gil Vicente no Estádio da Luz por 3-1, naquele que foi o primeiro jogo da segunda volta do campeonato nacional. Depois do empate a dois em Barcelos em Agosto, o Benfica recebia na Luz a equipa treinada por Paulo Alves com o intuito de seguir na crista desta onda esmagadora na qual se encontra. E conseguiu, pesem embora as várias dificuldades pelas quais passou.
Com cerca de 43 000 adeptos na Luz, Jorge Jesus fez alinhar a seguinte equipa: Artur, Maxi, Luisão, Garay, Emerson, Javi Garcia, Witsel, Gaitán, Nolito, Rodrigo e Cardozo.
Sem Aimar, que apesar de estar recuperado da lesão ficou de fora por opção técnica, o Benfica entrou forte e “pegou” prontamente no jogo. Mais bola, poucas ideias. Assim se define a pálida exibição Benfiquista durante o primeiro tempo. O esférico bem circulou entre os jogadores “encarnados”, mas faltava o tal perfume no futebol da equipa treinada por Jorge Jesus que só Aimar consegue oferecer, bem como Gaitán quando se encontra em dias de inspiração, coisa que depois da lesão não se tem visto. Pouca criatividade, poucas ideias, e o primeiro golo do jogo viria a surgir após um cruzamento cobrado por Nolito, através de um livre do lado esquerdo do ataque Benfiquista. Bola cruzada para o meio da área, e Óscar “Takuara” Cardozo, mais uma vez, demonstrou que a arte de fazer golos lhe está nos genes e atirou para o fundo da rede, com uma forte cabeçada. Inaugurado o marcador na Luz, 1-0 para o Benfica em justiça, tendo em conta que era quem dominava. O jogo continuou no mesmo registo, mas o Gil aproximava-se com cada vez mais perigo da baliza de Artur Moraes obrigando o guardião brasileiro a fazer algumas intervenções de elevado grau de dificuldade. De realçar a exibição fantástica de Hugo Vieira, que deu várias dores de cabeça à defensiva contrária. E ao minuto 40, o Gil viria mesmo a gelar o Estádio da Luz. Canto cobrado, Artur afasta a bola com os punhos e esta sobra para Rodrigo Galo, que de fora da área atira forte e faz um golaço. 1-1, resultado que se viria a registar ao intervalo. Mais Benfica, a ter mais bola, e um Gil Vicente que nos últimos minutos tinha vindo a subir no terreno e a tentar chegar ao golo não se restringindo a chegar perto da área adversária apostado no contra-ataque.
Para a segunda parte, o Benfica teria que vir para o jogo mais incisivo nas suas acções ofensivas e com mais criatividade. Gaitán, mais uma vez, apesar de alguns pormenores, revelou-se um “peso morto”.
Aos 57 minutos, e como a má performance de Gaitán era mais que óbvia e era notório que o jogo órfão de Aimar não teria um fim digno, Jesus procedeu à troca entre os dois jogadores. Com Pablo Aimar em campo, outro “galo cantou”. O jogo tomou outro rumo e ficou bem mais brilhante, mais fluído, mais criativo, mais à imagem de Aimar. No segundo tempo, a exibição foi bem mais “atabalhoada”, permitam-me a expressão, e pecou pela descoordenação no que toca ao modo de gerir a posse de bola. Aos 62 minutos, grande susto na Luz, derivado da “aselhice” pura de Marco Ferreira. Axel Witsel cortou a bola em esforço, sem intenção de atrasar a bola para Artur, e o brasileiro agarrou a bola. Marco Ferreira considerou atraso e houve lugar a livre dentro da área “encarnada”. Felizmente, o remate passou ao lado da baliza de Artur. Em cima do minuto 70, e com o Benfica não conseguir impor o seu jogo e a “carregar” junto da área adversária, JJ mostrou carácter e fez uma aposta decisiva. Abdicou do trinco Javi Garcia para lançar o extremo Bruno César, passando a ocupar a posição que anteriormente era de Javi Garcia o jovem Axel Witsel, médio preferencialmente condutor. Um minuto depois da entrada do jogador brasileiro, Rodrigo rematou de fora da área, a bola tabelou no defesa contrário Elisson e a bola foi parar ao fundo da rede Gilista. Estava feito o 2-1, para descanso de todos os Benfiquistas que viam o relógio avançar e esta jornada terminar com dois líderes em igualdade pontual: Benfica e Porto. Precisamente um minuto depois, surgiria o golo da tranquilidade. Com toda a sua classe, o camisola 10 Pablo César Aimar viria a marcar um golo idêntico (no que ao remate diz respeito) ao que fez na pré-época diante do Arsenal, na Luz. 3-1, o instinto matador de Cardozo, a irreverência de Rodrigo e a magia de Aimar a desbloquearem uma partida que se afigurava complicada. O Benfica soma e segue líder, sendo que na próxima jornada se desloca a Santa Maria da Feira para defrontar o Feirense.
1 Comentário(s)
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Um jogo extraordinário por parte do Grande Pablo Aimar, faltava o Saviola, pois são precisos dois para dançar o “Tango”.
Mais um golo do Tacuara, e que golo!
Belo Texto.. Parabéns ao Autor..
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