Começou bem a noite no estádio da Luz. Grande ambiente, muito entusiasmo dos adeptos numa Luz practicamente esgotada onde nem a chuva impediu os Benfiquistas presentes de apoiarem com toda a força o Benfica.

Na Luz já se pede um...
Jorge Jesus viu-se obrigado a fazer alterações face às ausências de Pablo Aimar, Dí Maria e Fábio Coentrão, e lançou no jogo Carlos Martins e Urreta. Bastante expectativa por parte dos adeptos Benfiquistas que esperavam que a jovem pérola Uruguaia estivesse à altura do desafio. 11 inicial- Quim; Maxi Pereira, Luisão, David Luiz e César Peixoto; Javi Garcia, Ramires, Urreta e Carlos Martins; Saviola e Cardozo.

Urreta
Inicio de jogo intenso na Luz, tal como se previa, com muitas faltas. O terreno de jogo não estava propicio à práctica de um futebol tecnicista e por isso as equipa recorriam ao jogo fisico. O Benfica era a equipa que estava por cima nesta fase do jogo, apostava forte na pressão alta. O Porto só conseguia criar algum perigo quando havia um alivio da defesa. Aos 20 minutos começa o lance que iria dar em golo. A bola a “bailar” dentro da área Portista e quando o Paraguaio Cardozo a apanhou a jeito, aplicou-lhe um remate forte que só Álvaro Pereira conseguiu tirar em cima da linha. Após o corte, a bola foi ter ao pé do central David Luiz que tentou colocar a bola de novo na área e desta tentativa nasceu o passe de mestre que iria servir Saviola para marcar. O Argentino a fugir aos defesas e a colocar a bola ao lado do guarda-redes Portista Helton. A bola ainda bate no poste mas entra. Estava feito o 1-0 na Luz. Explosão de alegria em todo o estádio.

Saviola festeja na noite fria da capital.
Aos 26 minutos, decisão controversa de Lucilio Baptista. David Luiz comete falta, é verdade, no entanto, não se justifica o amarelo que lhe é mostrado. Numa falta não muito dura e quase a meio campo era necessário um cartão amarelo? Fica a dúvida…

Após o golo, o Benfica continuava por cima e nas bancadas os adeptos puxavam pela equipa como nunca. Ambiente de um autêntico clássico. Até ao intervalo houve mais do mesmo, Benfica a dominar o Porto. Os comandados de Jesualdo Ferreira apenas criavam perigo quando ninguém atacava a bola. Um bom exemplo disto foi perto dos 40 minutos, o desinspirado Hulk correu quase 70 metros com a bola nos pés com jogadores do Benfica ao lado que não queriam atacá-la.
Intervalo na Luz.
Após o intervalo, o jogo ficou muito mais intenso. Mais faltas, grandes confusões e mutuas agressões. O Benfica continuou a realizar uma boa exibição, mas o pulmão do meio campo estava cada vez mais esgotado. Jorge Jesus leu bem o jogo e fez uma dupla substituição. Tirou Urreta e Carlos Martins (grande exibição de ambos) e colocou Weldon e Luís Filipe. A entrada de Luis Filipe foi fundamental, pois Silvestre Varela extava a causar muito perigo e Carlos Martins já não estava a conseguir acompanhar o ritmo a que se jogava. Aos 73 minutos, Ramires ressentiu-se de uma lesão e Felipe Menezes entrou para o seu lugar. Jogava-se mais com o coração que com a cabeça. Pelo meio disto tudo, houve um lance bastante polémico. Canto cobrado a favor do Benfica, Lucilio Baptista de frente para o lance, não consegue ver Rodriguez dentro da área a cortar a bola com a mão. Penalty que fica por assinalar. A partir daqui, o jogo esteve bastante equilibrado. A oportunidade mais flagrante por parte dos “encarnados” surgiu no minuto 90 quando Cardozo lhe aplicou um remate forte mesmo em frente a Helton e este defendeu para canto. Final do jogo na Luz, o Benfica passa de ano na liderança em conjunto com o Braga.

No final houve festa Benfiquista.